Do Fundo da Grota
Portuguese

Do Fundo da Grota lyrics

AlbumMeu Rio Grande É Deste Jeito
Year2002
GenreNativista
Duration4:11
Original languagePortuguese
Views1.1M
AaReading settings
Text size 18

Original lyrics

PT
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Fui criado na campanha Em rancho de barro e capim Por isso é que eu canto assim Pra relembrar meu passado Eu me criei arremedado Dormindo pelos galpão Perto de um fogo de chão Com os cabelo enfumaçado Quando rompe a estrela-d'alva Aquento a chaleira Já quase no clarear do dia Meu pingo de arreio Relincha na estrebaria Enquanto uma saracura Vai cantando empoleirada Escuto o grito do sorro E lá no piquete Relincha o potro tordilho Na boca da noite Me aparece um zorrilho Vem mijar perto de casa Pra enticar com a cachorrada Numa cama de pelego Me acordo de madrugada Escuto uma mão-pelada Acuando no banhadal Eu me criei xucro e bagual Honrando o sistema antigo Comendo feijão-mexido Com pouca graxa e sem sal Quando rompe a estrela-d'alva Aquento a chaleira Já quase no clarear o dia Meu pingo de arreio Relincha na estrebaria Enquanto uma saracura Vai cantando empoleirada Eu escuto o grito do sorro E lá no piquete Relincha o potro tordilho Na boca da noite Me aparece um zorrilho Vem mijar perto de casa Pra enticar com a guapecada Reformando um alambrado Na beira de um corredor No cabo de um socador Com as mão broqueada de calo No meu mango eu dou estalo E sigo a minha campeirada E uma perdiz ressabiada Voa e me espanta o cavalo Quando rompe a estrela-d'alva Aquento a chaleira Já quase no clarear o dia Meu pingo de arreio Relincha na estrebaria Enquanto uma saracura Vai cantando empoleirada Eu escuto o grito do sorro E lá no piquete Relincha o potro tordilho Na boca da noite Me aparece um zorrilho Vem mijar perto de casa Pra enticar com a cachorrada Lá no centro do capão Ouço o piar de um nambu Numa trincheira o jacu Grita o sabiá nas pitanga E bem na costa da sanga Berra a vaca e o bezerro No barulho do cincerro Eu encontro os bois de canga Quando rompe a estrela-d'alva Aquento a chaleira Já quase no clarear o dia Meu pingo de arreio Relincha na estrebaria Enquanto uma saracura Vai cantando empoleirada Escuto o grito do sorro E lá no piquete Relincha o potro tordilho Na boca da noite Me aparece um zorrilho Vem mijar perto de casa Pra enticar com a guapecada

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