Os Três Estranhos Sem Semblante
Portugués

Letra de Os Três Estranhos Sem Semblante

GéneroSertanejo
Idioma originalPortugués
Vistas4
AaLectura
Tamaño 18

Letra original

PT
La traducción todavía no está disponible. Mostramos la letra original.
No inverno de sessenta e oito Num lugarejo do sertão Um vigia rondava a rua Com lanterna e cinturão Guardava venda e armazém Sob uma friagem com apreensão Quando viu três criaturas Descendo junto num clarão Tinham pele acinzentada Olhos grandes sem pestana E um zumbido estranho e grave Vinha daquela coisa insana Parada sobre o capinzal Feito estrela soberana Enquanto um vento corria Sacudindo a coparana Veio um fogo sobre a mata Feito risco de trovão Três estranhos sem semblante Parados na escuridão E o vigia frente a eles Com a arma em oposição Até ouvir dentro da mente Uma inesperada repreensão O vigia era homem bruto Não corria de nada não! Pegou logo um conduíte Pra baixar no vulto a mão E avançou pela campina Sem pensar na situação Pois jurava que aquilo tudo Era tapeação de algum ladrão Ô noite dos céus rachados Ô fogo vindo do além Três estranhos no descampado Sem semelhança com ninguém E o velho guarda avançando Com revólver e muita raiva também Pra descobrir no escuro bem denso Que o mundo é muito mais estranho Do que qualquer ideia que se tem Veio um fogo sobre a mata Feito risco de trovão Três estranhos sem semblante Parados na escuridão E o vigia frente a eles Com a arma em oposição Até ouvir dentro da mente Uma inesperada repreensão Quando chegou muito perto Um dos seres levantou Sem mexer sequer a boca Na cabeça dele entrou Uma fala dura de reprimenda Que seu sangue congelou Homem tolo, baixa aí esse ferro Antes que o medo lhe mate A entidade falou Nessa hora veio um clarão Mais ardido que soldagem E a campina inteira tremeu Sob aquela maquinaria selvagem O vigia caiu de costas Cego pela claridade Enquanto a nave subia Rompendo toda a funda localidade No outro dia o povo achou O velho quase sem voz Abraçado no conduíte Rezando baixinho a sós Nunca mais rondou a vila Nem dormiu depois daquela hora Pois dizia que os três estranhos Ainda observavam ele lá de fora Veio um fogo sobre a mata Feito risco de trovão Três estranhos sem semblante Parados na escuridão E o vigia frente a eles Com a arma em oposição Até ouvir dentro da mente Uma inesperada repreensão

Más de Astrikos Katoikos

Astrikos Katoikos →

Letras relacionadas