Voz
Portugués

Letra de Voz

GéneroMpb
Idioma originalPortugués
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Letra original

PT
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A nossa vez no ar ja fez o seu papel A voz que ecoava agora chove do céu Somos astronautas presos na sala de estar Olhando o calendário sem saber onde pousar É o paradoxo de um silêncio ensurdecedor A ficção científica do nosso próprio amor A gente liga os cabos pra tentar se entender Mas a estática é a única coisa que se pode ler E quando o vento soprar a antena no telhado Deixa chover no que já foi gravado É um final que ninguém previu, eu sei Mas a beleza mora na curva que eu não desenhei Vem deita aqui, o mundo lá fora pode esperar Deixa a fita rodar Março chegou fechando a conta e a razão Desligando os plugs da nossa transmissão E quem diria que a ciência ou a terapia Explicariam o peso que essa calma traria A política dos afetos num governo de dois Onde a gente deixa tudo de importante pra depois A gente escreve o roteiro e rasga no final Pra ver se o absurdo soa mais natural E a poeira dança na luz do projetor Um filme em preto e branco sobre um velho sonhador O café esfria, a tarde cai e a gente ri do nada Perdidos na imensidão da nossa própria estrada E quando o vento soprar a antena no telhado Deixa chover no que já foi gravado É um final que ninguém previu, eu sei Mas a beleza mora na curva que eu não desenhei Fim de emissão As luzes da cidade apagam devagar Nossa vez, nossa voz O silêncio a ecoar

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