A Boa Vista de Peão de Tropa
Portugués

Letra de A Boa Vista de Peão de Tropa

GéneroNativista
Duración2:40
Idioma originalPortugués
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Letra original

PT
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Sob o sol da minha existência, arrabaleira conforme a vontade Me serve um mate, pampa minha, nesta vidinha que me destes Antes que empeste a novilhada, prá o mundo alheio das porteiras Saúdo a poeira dessas crinas, que me arrocinam sujeitando E da garupa do cavalo, faço um regalo a ventania Que na poesia destas léguas, tomo por rédeas e conselhos Chamo no freio a coisa braba, o tempo é feio, mas que importa Quando se engorda na invernada, não falta nada prá quem baba De focinho levantado e mais curioso A fim de ir, a estância do passo, na direção de casa, costeando o arvoredo O meu desespero porfia co'a tropa fazendo o que gosta, ao sul de mim mesmo E todo o bem que havia, maneado ao destino divide caminho com a rês que amadrinha O rio que eu não via, mimando de sede, a minha saudade) Na revisão dos meus afazeres, rememorados conforme a manada Vou ressabiando afeito a fadiga, nas horas mingas de sossego Talvez melhore durante a sesteada, sou de onde mais me agrada a campanha Tamanha a alma de horizontes, ali defronte os cinamomos Já não habita a teimosia, atropelando o meu rodeio Quando me agüento no forcejo, pra erguer no laço os caídos Não me lastimo, nem receio, vou pelo meio do sinuelo Tocando manso os mais ariscos, só pelo vício de por quartos Cuidar do gado, rondando o baio, que amanuceio

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