Berrante Calado
Portugués

Letra de Berrante Calado

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Abri a porteira de um tempo esquecido Num canto do quarto, sob a luz do luar Toquei o chapéu que já foi colorido Mas hoje tem manchas de tanto lutar A fivela de prata, brilho embaçado Guarda o reflexo de um Sol que se pôs O couro sovado, cheiro de gado Contando a história que fomos nós dois O vento soprava, trazia o destino A poeira era o manto de quem tem valor Mas o tempo é um moinho, o moço é menino Moendo a saudade, plantando a dor Onde o gado passava, o asfalto correu Onde o sonho morava, o muro cresceu Mas dentro do peito, o pasto é sagrado Sou o guardião de um berrante calado No rastro da vida, a alma é de terra A saudade é a tropa que luta essa guerra

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