O Brinde da Dignidade
Portugués

Letra de O Brinde da Dignidade

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O tempo é um mestre que não aceita suborno E o destino, esse arquiteto de ausências brutais Desenhou um mapa onde eu não encontro o retorno Para os braços que hoje não me pertencem mais Eu sei que o riso que eu plantei agora é de outro E os frutos desse amor nunca terão o meu DNA Mas o amor de verdade não é um sentimento frouxo É saber se afastar para que o outro possa brilhar Eu tinha tudo pra ser o rei da amargura Um vassalo do copo, um boêmio de profissão Perdido no nevoeiro da noite e da loucura Entregando as chaves do meu pobre coração Mas eu carrego uma armadura feita de dignidade No peito, uma força que não me deixa naufragar Para não ser escravo de uma infinita saudade Eu ponho limites no que decido suportar Mas eu carrego uma armadura feita de dignidade No peito, uma força que não me deixa naufragar Para não ser escravo de uma infinita saudade Eu ponho limites no que decido suportar

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