Milonga do Campo
Portugués

Letra de Milonga do Campo

ÁlbumArranchado
Año2005
GéneroNativista
Duración5:20
Idioma originalPortugués
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Letra original

PT
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A voz da querência num touro que berra E o cheiro de terra que a chuva levanta Se chegam matreiros e o rancho me invadem Trazendo saudades no vento que canta Milonga do campo sombreia espinilhos E espanta os potrilhos além da manada Destino trançado nos tentos do laço Que afogam o mormaço na tez das aguadas Cadência estradeira das patas do pingo Canção que o domingo compôs na distância Sovando os arreios no lombo do tempo C'o as notas que o vento soprou nas estâncias Milonga do campo que eu canto pro gado Fundão de banhado, coxilha povoada Acende candeeiros na noite mais calma C'o a chama da alma que trago invernada E as garças perdidas embalam as asas Revoam às casas num leve reponte Tal fosse uma tela que Deus, inspirado Tivesse pintado no azul do horizonte Milonga do campo que, mesmo chorando Ressurge brotando tal fosse o capim Matando-me a sede de secas restingas Nas fundas cacimbas que habitam em mim Cadência estradeira das patas do pingo Canção que o domingo compôs na distância Sovando os arreios no lombo do tempo C'o as notas que o vento soprou nas estâncias Milonga do campo que eu canto pro gado Fundão de banhado, coxilha povoada Acende candeeiros na noite mais calma C'o a chama da alma que trago invernada

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