Alma Pampa
Portugués

Letra de Alma Pampa

ÁlbumFilosofia de Andejo
Año1993
GéneroNativista
Duración3:43
Idioma originalPortugués
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Letra original

PT
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Quem te batizou milonga, decerto foi algum monge Que escutou de muito longe o teu murmúrio de sanga Ou quem sabe alguma changa, dormideira nos arreios Dessas que fazem ponteios com unhas de japecanga Dessas que fazem ponteios com unhas de japecanga Ou quem sabe algum sorsal, de topete colorado Num prelúdio abarbarado das canas do taquaral Talvez quem sabe um bagual corcoveando num repecho Floreando as cordas do queixo nas pontas do pastiçal Brasileira, castelhana, milonga ronco de mate Tu nasceste do embate da velha saga pampeana Espanhola, lusitana, entre patriadas e domas Sem divisas, sem diplomas, cursando o mesmo dialeto Porque o vento analfabeto fala em todos idiomas Quem sabe talvez a lança, riscando a primeira linha Quando a adaga se embainha, cadenciava uma romanza Ou talvez a vaca mansa, dentro da várzea perdida Na ternura enrouquecida, feito instinto e lamento Anunciando o nascimento da cria recém lambida Por isso em qualquer fronteira, no esboço da lonjura És a mais linda mistura da nobre estirpe campeira Fidalga e aventureira, com geografia na cara Passaporte tapejara, no caminho dos andejos Reculutando solfejos que uma linha não separa Alma de pampa e semente que nasceu nos dois costados Herança dos mal domados que formaram nossa gente O passado e o presente e o futuro dimensionas Nas primas e nas bordonas do garrão do continente Nas primas e nas bordonas do garrão do continente Nas primas e nas bordonas do garrão do continente

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