Cada Interior
Portugués

Letra de Cada Interior

ÁlbumQuerência, Tempo e Ausência
Año2005
GéneroNativista
Duración5:24
Idioma originalPortugués
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Tamaño 18

Letra original

PT
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Cada interior que há no olhar da minha gente E um rincão de sombra mansa e de sereno É o próprio pago com sentidos de crescer Na mesma sina de quem sabe que é pequeno É um rancho simples e mais outro lado a lado Barro de tempos nas paredes sem janelas E um jeito seu, original em ser morada Simplicidade e o que a vida deu pra ela O arvoredo fica ao sul da encruzilhada Rumando a estrada que se vai sem nem notar Que quem, um dia, ganha um rumo só de ida Espera um tanto pra, na vida, se encontrar Mate cevado, prosa boa, até se encontra Quando a tarde encarde o céu e a chuva desce Água de longe, fogo escasso pras cambonas É um, dois mates e, depois, já se agradece Há uma esperança no florir das laranjeiras De tempos doces, de esperar mesmo que em vão Que a vida boa, um dia, chegue e desencilhe E ajeite um rancho igual a tantos no rincão Não é pecado ser feliz com pouca coisa Quando se quer apenas vida e um pouco mais Pois, pra quem vive um dia, assim, depois do outro O tempo é escasso pra querer voltar pra trás O arvoredo fica ao sul da encruzilhada Rumando a estrada que se vai sem nem notar Que quem, um dia, ganha um rumo só de ida Espera um tanto pra, na vida, se encontrar Mate cevado, prosa boa, até se encontra Quando a tarde encarde o céu e a chuva desce Água de longe, fogo escasso pras cambonas É um, dois mates e, depois, já se agradece

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