Tempo
Portugués

Letra de Tempo

GéneroPop
Idioma originalPortugués
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Letra original

PT
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Num tempo distante, antigo e raro A fantasia, a vida trazia num momento diário A adolescência se ocupava da existência E assim, num momento de magia, a essência se preenchia O futuro, muito depressa, trouxe a vida adulta Certamente veio o preço e ostentou a multa A monotonia cética, louca e insaciável Propôs o intangível e a indiferença miserável Como um fio frágil as risadas perderam o humor O que era bom acabou, perdeu o sabor Não é possível reescrever a história, nem tampouco reinventar memórias Reviver o ontem é impossível, sem chance E o amanhã ainda está além do alcance Muitas vezes foi preciso sair da estrada, usar os desvios As músicas agora são apenas assovios, que preenchem os vazios De uma alma nostálgica, um corpo surrado e coração cansado É a vida se mostrando como eterna errante A socialidade exagerada fez diminuir a plenitude de antes Sorrisos que mostravam alegria, agora disfarçam a dor Do que poderia ter sido e não foi, por puro egoísmo e desamor As pulseiras escondem as vezes das tentativas de morrer As risadas agora são muros onde se tenta esconder Aquela existência que antes se ocupava da adolescência Audaciosamente tropeçou, caiu e jamais se levantou Como um fio frágil as risadas perderam o humor O que era bom acabou, perdeu o sabor Não é possível reescrever a história, nem tampouco reinventar memórias Reviver o ontem é impossível, sem chance E o amanhã ainda está além do alcance

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