Romance do Batará
Portugués

Letra de Romance do Batará

ÁlbumPara o Que Olha Sem Ver
Año1982
GéneroNativista
Duración5:03
Idioma originalPortugués
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Letra original

PT
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Descascou lá no potreiro Perto de um caraguatá De uma galinha baguala Que chocou ao Deus dará Do imenso catre do chão Nasceu meu Batará Igual um piazito arteiro Cheio de manha e fuzarca Grosiava os outros a ferro Com aços de sua marca Pois já no romper da casca Tinha um aprumo monarca Nas longas noites pampeanas De frio e de serração Quando o silêncio contava Segreditos pra amplidão Abria o peito de taura Na timbaúva no oitão Depois rompeamos pra o povo Batoques e rinhedeiros E pulperias machaças Traçou os trunfos primeiros Tramando pua torena Na sombra dos candieiros Andamos pelas fronteiras Dos tempos que eu gauderiava Cada puaço murrudo Que meu Batará atirava De longe se parecia Que o mundo se desplumava Nas suas ânsias selvagens Peleava o primeiro arranque Batia as asas pachola Para a lavada no tanque E quando num passeador Era um potro no palanque Se pegava uma barbela Cortava que era uma faca E tantos galos de fama Deixou torto e tararaca Um dia em Taquarenbó Não pude fechar a guaiaca Assim nas noites desperto Palanqueando a solidão Lembrou de nossas cruzadas Por este mundo pagão E chego a ouvir o teu canto Na timbaúva do oitão

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