Soneto XVII (Da Vez Primeira que me Assassinaram)
Portugais

Paroles de Soneto XVII (Da Vez Primeira que me Assassinaram)

Durée3:38
Langue originalePortugais
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Da vez primeira que me assassinaram Perdi um jeito de sorrir que eu tinha... Depois de cada vez que me mataram, Foram levando qualquer coisa minha... Da vez primeira que me assassinaram Perdi um jeito de sorrir que eu tinha... Depois de cada vez que me mataram, Foram levando qualquer coisa minha... E hoje, dos meus cadáveres, eu sou O mais desnudo, o que não tem mais nada... Arde um toco de vela amarelada... Como o único bem que me ficou! Vinde, corvos, chacais, ladrões de estrada! Ah! desta mão, avaramente adunca, Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada! Aves da noite! Asas do horror! Voejai! Que a luz, trêmula e triste como um ai, A luz do morto não se apaga nunca! Arde um toco de vela amarelada... Como o único bem que me ficou! Da vez primeira que me assassinaram Perdi um jeito de sorrir que eu tinha... Depois de cada vez que me mataram, Foram levando qualquer coisa minha... Da vez primeira que me assassinaram Perdi um jeito de sorrir que eu tinha... Depois de cada vez que me mataram, Foram levando qualquer coisa minha... E hoje, dos meus cadáveres, eu sou O mais desnudo, o que não tem mais nada... Arde um toco de vela amarelada... [Depois de cada vez que me mataram, voltaram] Como o único bem que me ficou!

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