Morreu o Velho Chô Égua
Portugais

Paroles de Morreu o Velho Chô Égua

AlbumPayadas
Année1993
GenreNativista
Durée4:05
Langue originalePortugais
Vues266
AaLecture
Taille 18

Paroles originales

PT
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Morreu o velho chô-égua No rancho, junto à lagoa Um guacho berrava á toa Longe rinchava uma égua Distância de meia-légua Vinha branqueando a garoa! De onde saíra esse vago? Gente dali, não sabia Ao que parece era cria Parida num outro pago Desses que, acolhera um trago À moda dos ancestrais Só pelo gosto, no mais De reviver um afago! História igual a de tantos Sem rumo nem geografia Como traste sem valia Que se encontra pelos cantos Cultores de estranhos santos Escravos das próprias baldas Carregando nas espaldas As mágoas de não sei quantos! Com os olhos entrecerrados Junto ao fogão de espinilho Revivia o andarilho Seus mil romances passados Cruzando nos descampados Entre paisano e milico Índio pobre, sempre rico Muito mais duro que o aço Um poncho enleado no braço E adaga de palmo e pico! E a si mesmo se revia Nos tragos de sonolência Quando era rei da querência Nas canchas de pulperia E nas coplas que media Pra não perder o embalo Mais entonado que um galo Quando boleava o garrão Domando, dava a impressão Que era um cacique à cavalo! Agora, vive de changa E ajutório nas estâncias Quem se curtiu nas distâncias Não sente o peso da canga Saudade de alguma tianga Que ao longe, fica mais larga E se para mais amarga Que espinho de japecanga! Tanta estrada percorrida Tanto caminho gastado Já de cavalo aplastado, no fim Não tem mais saída Do que adianta entender da lida Se já não doma ou tropeia Quando a vida que tenteia É menos que meia-vida? A morte, as vezes, é boa O velho taita descobre Só o cusco, o amigo nobre No rancho junto a lagoa A chuva fina encordoa Lavando a noite sem fim Quem vai chorar gente assim A não ser uma garoa?

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