Um Bagual Corcoveador
Portugais

Paroles de Um Bagual Corcoveador

AlbumCampeirismo
Année1998
GenreNativista
Durée4:26
Langue originalePortugais
Vues65.4K
AaLecture
Taille 18

Paroles originales

PT
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A tropa vinha estendida Pastando no corredor Eu empurrava culatra E também fazia fiador Num bagual gordo e delgado Arisco e corcoveador Que se assustava da estaca E da sombra do maneador É brabo a vida de um taura Que só trabalha de peão Nisso uma lebre dispara Debaixo de um macegão Meu pingo só deu um coice Escondendo a cara nas mãos Saiu sacudindo o toso E cravou o focinho no chão Tentei levantar no freio Mas era tarde demais Eu vi uma poeira fina Formando nuvens pra trás Berrando se foi a cerca E cruzou pro lado de lá Parecia uma tormenta Cruzando em Maçambará Se enganchava nas esporas Sobre a volta do pescoço Cortando couro com pêlo E tirando lascas de osso Naquele inferno danado Bombiei pro meu cebolão Regulava quatro e pico Numa tarde de verão Tentei levantar no freio Mas era tarde demais Eu vi uma poeira fina Formando nuvens pra trás Berrando se foi a cerca E cruzou pro lado de lá Parecia uma tormenta Cruzando em Maçambará Senti a força do vento Me arrancando dos arreios E aquele bicho parecia Que ia se rasgar no meio Deixei manso e de confiança Montaria de patrão Pois honro o nome que carrego Me orgulho de ser peão Tentei levantar no freio Mas era tarde demais Eu vi uma poeira fina Formando nuvens pra trás Berrando se foi a cerca E cruzou pro lado de lá Parecia uma tormenta Cruzando em Maçambará

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