Pra os Olhos De Quem Madruga
Portugais

Paroles de Pra os Olhos De Quem Madruga

AlbumCampo e Luz
Année2005
GenreRegional
Durée5:04
Langue originalePortugais
Vues2.7K
AaLecture
Taille 18

Paroles originales

PT
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Mangrulhando o breu da noite Já está no posto a boeira Velando o sono da pampa Na parceria campeira Choram sangas e banhados Contraponteados por grilos Num repetido estribilho Que a madrugada acalanta A lua prateia o campo S'enxergando nas aguadas E uma estrela desgarrada Alumbra a frente da estância Na invernada e nos potreiros Uma canção costumeira, Da serenata campeira Adormecendo distâncias O galpão dorme tranqüilo Sobre o catre da coxilha, Um pai de fogo em vigília, Campeia o calor das brasas Ancorada sobre as cinzas A cambona mira vazia, A cuia, que ronda o dia, Guardando o gosto das casas Os ponchos de alma vermelha E as asas pingando água Desaguaxam suas mágoas Debruçados nos esteios, A cuscada ressonando Sobre as rodilhas do laço E os cavaletes encilhados Oreiam o suor dos arreios E a lida vem madrugando Sangrando o peito dos galos Que ensaiam o primeiro canto, Alertando os pirilampos Que o sol já calçou esporas E vem atrás do horizonte Trazendo o dia em reponte Pelos encontros da aurora Somente os que sorvem estrelas Cevada em cuias morenas Se afinam nas cantilenas Dessas auroras brazinas Pois só os madrugadores Que esperam o sol, estrivados Trazem esse quadro guardado No memorial das retinas

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