Gineteando o Temporal
Portugais

Paroles de Gineteando o Temporal

AlbumCheiro de Galpão
Année1991
GenreNativista
Durée3:14
Langue originalePortugais
Vues32.1K
AaLecture
Taille 18

Paroles originales

PT
Traduction indisponible. Les paroles originales sont affichées.
Grita o silêncio da noite, corcoveiam os trovões Línguas de fogo lambendo aramados e moirões No céu, um patrão tropeiro vai remexendo os tições E um macegal se ajoelhando como a pedir mil perdões E o gado todo mais louco do que a fúria deste vento Redemoinhos no relento à procura de capões Relâmpagos que se cruzam retratam por entre as plagas Os entre choques de adagas das velhas revoluções No horizonte, as labaredas vão guasqueando o tempo feio Teatros de assombrações, cenário do mundo alheio Boitatás e caiporas, tropilhas do pastoreio Meu baio pateando raio, o temporal gineteio Neste entreveiro matreiro de faísca, vento e raio Me agarro as crinas do baio que já nem liga pro freio E uma faísca teimosa riscou-me a tala do mango Só por ciúmes de fandango, partiu minha gaita no meio Os coriscos vão marcando o lombo preto do tempo Com nuvens pançudas de chuva se aninham no firmamento A mata inteira valseia num compasso pacholento Com fogo se apaga fogo, sempre a cabresto do vento Por isso um galho extraviado veio tapear meu chapéu Atiçando um fogaréu nos bretes do pensamento Me apeguei a Santa Bárbara pra domar o temporal Que sem maneia e buçal ficou manso ao meu contento

Plus de Os Monarcas

Os Monarcas →

Paroles similaires