Canto de Um Payador Cismado
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Canto de Um Payador Cismado lyrics

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Hermanos se dão licença quero cantar nesta hora A intimidade dos mates me permitiu essas coplas Que aprendi com os silêncios e as rosetas das esporas Dê a muito rondo a mim mesmo No universo das campanhas A arquitetura das estâncias Os fogões dos descampados Que trazem versos timbrados Das vivências campejanas Sempre a solidão me alcança, algum mate bem jujado Eu trago sempre na alma, algum manojo de pasto E encontro filosofias escorado no meu basto E encontro filosofias escorado no meu basto Ao me crismar nos orvalhos apojos da madrugada Onde aprendi serenatas na voz de grilos cantores Compreendi os payadores empunhando suas guitarras Quarteei lidas destes campos, parando largos rodeios E tropiei muitos sinuelos, dois ou três mouros de tiro Pra depois sorver domingos, sentado sobre os arreios Pra depois sorver domingos, sentado sobre os arreios Se ainda restam palavras para cantar o que sinto Embora as sílabas gastas, são coplas que não me olvidam E ganho sonhos pelos olhos dos poucos que vão me ouvindo Por isso canto minha alma, com pulsos do coração E se cismei das guitarras, cismei com minhas razões De andar irmanado ao vento e as fumaças do fogões De andar irmanado ao vento e as fumaças do fogões De a muito rondo a mim mesmo

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