Caveira
Portuguese

Caveira lyrics

Original languagePortuguese
Views5
AaReading settings
Text size 18

Original lyrics

PT
Translation not available yet. Showing the original lyrics.
Hum, hum, Sussurro das Encruzilhadas Hum, hum, Caveira Eu fui homem de carne quente e pressa nos passos Conheci o mundo pelos excessos e pelos cansaços Bebi da vaidade, dormi perdido na ilusão Acreditei que o poder me livrava do chão Vi riquezas comprarem aplausos vazios E promessas morrerem no mesmo canto frio Quando a morte chamou, não pediu permissão Levou meu nome, e deixou apenas a lição No campo-santo acordei sem rosto ou reinado Só o peso da vida que se foi, mal ou bem usado Ali entendi o que ninguém nunca me contou Que todo caminho termina onde começou Aprendi entre ossos empilhados no tempo Que orgulho apodrece igual qualquer corpo lento Vi reis e escravos calados no mesmo pó E mendigos partirem por dever maior O mundo me fez Caveira, guardião do portal Onde termina o ego e começa o real Não carrego ódio, nem sede de dor Carrego a balança do que cada um semeou Quem viveu ferindo carrega o próprio corte Todo mundo, bom ou ruim encara a morte Mas quem viveu inteiro cruza sem tormento A Calunga pesa menos pra quem teve fundamento A vida passa, a morte ensina Todo corpo volta à mesma sina Não existe cor, nem nome, nem divisão Todo esqueleto canta a mesma canção Não existe osso de rei ou de escravo Todo esqueleto carrega o mesmo fardo Quem entende o fim aprende a viver Quem respeita o outro não teme morrer Não foge do fim, eu seguro tua mão! A calunga é ponte, não condenação! Rico ou pobre, ninguém caminha só! Toda vida termina no mesmo pó! A morte não é castigo nem punição! É descanso depois da grande missão! Eu conduzo quem aceita o destino! Toda caveira segue o mesmo caminho! Todo mundo chega, não existe exceção! A Calunga recebe todos sem distinção! Mas nem todo espírito chega estando em paz! Só quem viveu inteiro cruza sem olhar pra trás! Por isso eu digo, trata bem quem caminha Hoje lado a lado, amanhã na mesma trilha Não pisa em ninguém querendo subir O chão que sustenta também pode ruir Quem aprende a ouvir aprende a respeitar Quem respeita o outro aprende a se libertar A dor que tu plantas não morre sozinha Ela te espera na curva da mesma linha Ser bom não é fraqueza nem ilusão É entender que todos voltam pro mesmo chão Quem ajuda hoje, amanhã terá paz Porque a Calunga não esquece jamais Não me chame pra punir por vaidade cega Eu ensino igualdade na queda que chega Seja justo agora, sem pedir favor Porque o fim responde no mesmo tom Ama teu irmão sem medir aparência O osso não carrega raça nem crença Quando a carne cala, sobra só verdade E toda alma pesa no tempo da eternidade Seja justo agora, não espera o fim O que tu faz ao outro faz a ti mesmo Quem faz do amor seu próprio sinal Atravessa a morte sem medo da Calunga final A vida passa, a morte ensina Todo corpo volta à mesma sina Não existe cor, nem nome, nem divisão Todo esqueleto canta a mesma canção Não existe osso de rei ou de escravo Todo esqueleto carrega o mesmo fardo Quem entende o fim aprende a viver Quem respeita o outro não teme morrer Não foge do fim, eu seguro tua mão! A calunga é ponte, não condenação! Rico ou pobre, ninguém caminha só! Toda vida termina no mesmo pó! A morte não é castigo nem punição! É descanso depois da grande missão! Eu conduzo quem aceita o destino! Toda caveira segue o mesmo caminho! Todo mundo chega, não existe exceção! A Calunga recebe todos sem distinção! Mas nem todo espírito chega estando em paz! Só quem viveu inteiro cruza sem olhar pra trás!

More from Império DraKing

Império DraKing →

Related lyrics