Seu Marabô
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Seu Marabô lyrics

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Hum, hum, Sussurro das Encruzilhadas Hum, hum, Seu Marabô Lá na França antiga, em rua de pedra e lampião Curandeiro respeitado, convocado pra missão Chamaram Perostino Marabô na calada Quando a morte rondava a coroa cercada A rainha ardia na febre maldita Coroa aJoelhada, rezando aflita Fui chamado na força do desespero Pra peitar a praga e salvar o reino inteiro Entrei no palácio com erva, reza e fundamento Sopro quente na nuca, olho firme, juramento A Coroa tremia, médico nenhum dava jeito Mas Marabô virou o jogo de modo perfeito Depois era hora de curar a pestes dos vilarejos Gente caindo na rua, padre fugindo com medo Firmei ponto na praça, bati ferro no chão E a praga dobrou o Joelho na minha intervenção Fama cresce ligeiro, mas a inveja nasce também Na coroa tinha sorriso falso querendo meu além Fofoqueiro cochichando pelos canto do salão Tentando sujar meu nome com mentira e traição Ranquei máscara de nobre metido a santo Mostrei podridão escondida debaixo do manto Rodei língua venenosa na frente de geral Botei dedo na ferida da fofoca real Mas o orgulho subiu feito fogo sem freio Coração inflamado, vaidade no peito Virei lâmina contra a própria realeza E a Xargas voltou cobrando a dureza Caí sem cura, no leito que já tinha salvado Carma fechando conta do passado Depois da morte, larguei sombra e rancor E foquei na luz, no caminho do axé maior Olho gordo quebra quando Marabô risca o chão Fofoqueiro se enrola na própria maldição Quem cospe veneno bebe do próprio cópo Aqui a verdade vem quente direto pro topo Quebra demanda! Quebra feitiço falado! Língua podre cai dura do outro lado! Olho grande séca, inveja vira pó Na gira de Marabô ninguém fica só! Bate tambor, gira a saia, firma o pé! Quem tenta atrasar toma volta de fé! Fofoca morre na encruza do tempo E a visão torta se perde no vento! Vaguei no umbral com raiva no peito Achando que o mundo me devia respeito Preso na mágoa da língua alheia Virando refém da própria cadeia Cada fofoca que me feriu na Terra Virou corrente que lá me encerra Até que a ficha caiu na solidão A maior prisão era a comparação Quando deixei passar, tudo clareou A luz que buscava dentro despertou Hoje oriento quem vive nessa guerra Pra subir vibrando e não ficar na terra Tem gente que deseja o que é do outro Mas treme quando encara o próprio rosto Quer colher onde nunca plantou Depois reclama do chão que rachou Se mete na vida alheia pra crescer Mas cresce torto, sem raiz pra sustentar Marabô encara no olho, sem dó Quem quer tomar o que é dos outro, vira pó Brigo mesmo com cobiça vestida de amizade Com sorriso falso e falsa humildade Quem tenta puxar tapete tropeça na própria perna Aqui justiça gira eterna Desejo alheio é corrente pesada Amarra o espírito, deixa a alma amarrada Quem aprende a cuidar do que tem na mão Sai da miséria da comparação Olho gordo quebra quando Marabô risca o chão Fofoqueiro se enrola na própria maldição Quem cospe veneno bebe do próprio cópo Aqui a verdade vem quente direto pro topo Quebra demanda! Quebra feitiço falado! Língua podre cai dura do outro lado! Olho grande séca, inveja vira pó Na gira de Marabô ninguém fica só! Bate tambor, gira a saia, firma o pé! Quem tenta atrasar toma volta de fé! Fofoca morre na encruza do tempo E a visão torta se perde no vento!

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