Viúva Alzira
Portoghese

Testo di Viúva Alzira

GenereSertanejo
Lingua originalePortoghese
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Testo originale

PT
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Lá no alto da Água Branca Dona Alzira se fechou Desde a morte do marido Nunca mais ela cantou Varria a sala em silêncio Antes da noite chegar Fazia tudo, cuidava de tudo Sem ninguém pra ajudar Ô dona Alzira, fecha a porta Que hoje a noite vem ruim Tem cachorro encarando Lá o terreiro de capim Toma cuidado, fala baixo Sem chegar perto do fogão Tem corrente se arrastando Lá nos fundos do seu porão Lá no canto da cozinha Tem um prato sobre o chão Com farinha remexida E marca funda de mão Dona Alzira fecha os olhos Quando escuta o armador Balançando devagar Sem viva alma no corredor Zeca Lima ria disso Na venda do Juvenal Essas fala de fantasma É invenção de temporal Mas voltou antes da chuva Sem chapéu e sem facão Com barro preso na roupa E um corte fundo na mão Ô dona Alzira, fecha a porta Que hoje a noite vem ruim Tem cachorro encarando Lá o terreiro de capim Toma cuidado, fala baixo Sem chegar perto do fogão Tem corrente se arrastando Lá nos fundos do seu porão Zé Lima disse ter visto um sujeito Junto ao poço do pomar Parado sem mexer o corpo Só ali vendo a água balançar Quando foi chegando perto Pra saber quem esperava Viu dois olhos acesos E uma medonha cara deformada Ô dona Alzira, fecha a porta Que hoje a noite vem ruim Tem cachorro encarando Lá o terreiro de capim Toma cuidado, fala baixo Sem chegar perto do fogão Tem corrente se arrastando Lá nos fundos do seu porão Perto do velho mata-burro Vive aceso um clarão Mesmo quando a ventania Apaga fogo e lampião E quem passa pela estrada Na curva do bambuzal Ouve um homem chamando baixo Sem ninguém no bananal Hoje quando venta forte E a chuva cobre o lugar Ninguém passa na Água Branca Depois da noite baixar Às vezes surge um homem Junto ao velho laranjal Todo coberto de barro Parado perto do curral Ô dona Alzira, fecha a porta Que hoje a noite vem ruim Tem cachorro encarando Lá o terreiro de capim Toma cuidado, fala baixo Sem chegar perto do fogão Tem corrente se arrastando Lá nos fundos do seu porão

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