Mágoa de Boiadeiro (part. Pedro Bento e Zé da Estrada)
Portoghese

Testo di Mágoa de Boiadeiro (part. Pedro Bento e Zé da Estrada)

AlbumAlma Sertaneja (Vol. 2)
Anno2015
GenereSertanejo
Durata3:42
Lingua originalePortoghese
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Testo originale

PT
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Antigamente Nem em sonho existia Tantas pontes sobre os rios Nem asfalto nas estradas A gente usava Quatro ou cinco sinuelos Pra trazer os pantaneiros No rodeio da boiada Mas hoje em dia Tudo é muito diferente Com o progresso nossa gente Nem sequer faz uma ideia Que entre outros Fui peão de boiadeiro Por este chão brasileiro Os heróis da epopeia Tenho saudade De rever nas currutelas As mocinhas nas janelas Acenando uma flor Por tudo isso Eu lamento e confesso Que a marcha do progresso É a minha grande dor Cada jamanta Que eu vejo carregada Transportando uma boiada Me aperta o coração E quando olho Minha tralha pendurada De tristeza dou risada Pra não chorar de paixão O meu cavalo Relinchando pasto a fora Que por certo também chora Na mais triste solidão Meu par de esporas Meu chapéu de aba larga Uma bruaca de carga Um berrante um facão O velho basto O sinete e o apero O meu laço e o cargueiro O meu lenço e o gibão Ainda resta A guaiaca sem dinheiro Deste pobre boiadeiro Que perdeu a profissão Não sou poeta Sou apenas um caipira E o tema que me inspira É a fibra de peão Quase chorando Imbuído nesta mágoa Rabisquei estas palavras E saiu esta canção Canção que fala Da saudade das pousadas Que já fiz com a peonada Junto ao fogo de um galpão Saudade louca De ouvir o som manhoso De um berrante preguiçoso Nos confins do meu sertão

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