Dívida de Sangue - A Clemencia É o Freio
Portuguese

Dívida de Sangue - A Clemencia É o Freio lyrics

GenrePoprock
Original languagePortuguese
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Original lyrics

PT
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Poeira alta no retrovisor O arrebol de Minas sangra o céu Eu sigo a marcha sem o favor do destino Amargo como o fel O atoleiro que a vida impõe A chuva que engole o que restou Entre o ferro frio e a honra que compõe A dívida que o tempo não apagou Não é o sangue que limpa a sujeira do caminho É a escolha de baixar a guarda no escuro, o desalinho Pois no fundo do peito, a lição de quem ensinou o bem Matar é o peso que o covarde carrega E eu não levo esse trem Zequinha esperava Olhar de brasa num balcão de beira de estrada O vulto trôpego, a sombra ecoa a sombra que não desabava A mágoa mal curada Pisei seu pé ou foi o azar Que guiou o encontro desse cão? O metal frio, a fronte que gelou A fronte que gelou, a mão que hesitou na interrupção Hoje a cratera abriu no meio do barro, o buraco Que quase levou a vida, o Juba parado, no rosto o estrago A carne ferida e a partida esquecida Quem estende a mão num momento de dor Não busca o troco, a gratidão O inimigo de outrora hoje é o salvador Descendo A Paz na solidão O centro da cidade, o movimento que gira o caminhão a não tombar (Vaza com esse galo pra mais tombar)

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