Cusco Baio
포르투갈어

Cusco Baio 가사

장르Nativista
길이4:47
원문 언어포르투갈어
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Entre os amigos que tenho Irmãos da lida campeira Há um cusco baio cólera Que vai junto, quando saio Botei-lhe o nome de raio Pois é um raio de ligeiro E não há melhor parceiro Do que o meu cachorro baio Voltava, um dia, do povo Ao tranco do meu tordilho Assobiando um estribilho Pra encurtar a madrugada Quando ouvi, sobre a calçada Um lamentoso ganido Era um cusquinho encolhido Quase coberto de geada Sem mesmo apear do cavalo Peguei o cusquinho feio E botei sobre o arreio Onde se ajeitou tremendo Parece que está sabendo Que estava junto de alguém Que conhecia também As mágoas de andar sofrendo Só quem não tem coração Ou não tem bom sentimento Ignora o sofrimento Dos deserdados da sorte Desses que vagam, sem norte Á margem da caridade Pois sem calor de amizade A vida é pior que a morte E assim o cusquinho feio Foi morar no meu galpão É um amigo, desde então Sempre ao meu lado presente É o afeto permanente Refletido com ternura Naquela estranha doçura Com que o cusco olha pra gente Foi crescendo e aprendendo O serviço de campanha E na lida me acompanha Sempre ativo e oportuno Dá gosto ver o reiúno Sair de dentro do mato Igualzito um carrapato No focinho dum turuno E até parece mentira Hoje o amigo cusquinho Para rodeio sozinho Igual ao peão mais campeiro Traz boi manso do potreiro E é de lei, caçando paca Ou no rasto duma vaca Dessas que esconde o terneiro Vai comigo, quando saio Pra cuidar dos meus arreios E até quando carpeteio Fica ali, a espera do grito Sobre os garrões, sentadito Bombeando, cheio de alma Como quem diz: Patrão! Tem calma Que eu não largo deixo solito Ainda lembro que uma vez Meu cusco quase morreu De um coice que recebeu Dum redomão, na mangueira Doutra feita, uma cruzeira O mordeu, não tinha cura Mas com leite e benzedura Salvei meu baio cólera E agora vieram dizer-me Que um cachorro enloquecido Mordeu meu cusco querido E ele precisa morrer Não há mais o que fazer É a solução, crua e cega Mais meu ser todo se nega A cumprir esse dever E ali está o meu cusco baio Naquele esteio amarrado Olhando tristonho e parado Como, a pedir-me socorro Se mata-lo, sei que morro É muita barbaridade Pois eu só vejo amizade Nos olhos do meu cachorro

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