Contempla Tua Obra
Portuguese

Contempla Tua Obra lyrics

Duration3:15
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Bem vindo outono seco das nossas almas Que nos desfolhamos contra um tempo tão escuro Se já não nos aquietamos sob as águas calmas Bebemos o gosto amargo desse vão futuro Os ouvidos tampados pelo ranger dos dentes Entoa aos cuspes, o mau agouro em poesia Gritam por entre pilhas de cadáveres, contentes A falsa cura envenenada, barbara fantasia Um brinde à volta ao passado! Um salve ao escárnio à granel! Três vivas ao acaso pensado! Rasgue a carne como fosse papel Eis que a história leva o best-seller de ficção Mãos podres reescrevem o certo em tortas linhas Caudalosas tintas, colorem do rubro que são O desgraçado farelo pra a engorda das galinhas Agora te completa, o corpo inteiro, com ódio reluzente Subjuga, aos teus pés, o que não te cabe ou desconhece Faz das suas necessidades a lei cega inconsequente E a sua particular divindade há de eleger quem padece Um brinde à verdade de vime! Um salve ao mórbido desejo! Três vivas aos comparsas desse crime! Abram alas, boas vindas ao cortejo!

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