Tempo de Paz
Portuguese

Tempo de Paz lyrics

Duration3:08
Original languagePortuguese
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Original lyrics

PT
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É necessário lembrar-se de tudo A todo tempo tudo seja lembrado, O levante das mãos, o último abraço, O primeiro sorriso aberto no mundo. É preciso de nada se esquecer, Da casa fechada quando é pra sair, Das portas abertas quando é para entrar, Da rosa pesada que entortou o galho, Olhar se o esteio não a deixou cair. É imperioso a todo o momento estar atento Não só aos perigos que vazam dos jornais, Não às reticências que alguém tem À tua pessoa e a outras, Não aos espinhos que protegem flores, È estar atento ao amor deserto, O que necessitas, a lágrima certa, Aos necessitados também do teu amor, Do amor que ferve, e do que se aquieta, No fundo acomodado. Os necessitados, Os fugitivos de seus amores, Perseguidos ainda, e ainda sentem dores, Dos malefícios de outrem O infortúnio da diferença, Que há olhos que vêem. É preciso estar atendo aos teus, Que ele não se tornem olhos de cachorros, Que vêem preto e branco apenas, Não previram uma aquarela, Se sim, assim, eram mais singelos. È necessário estar atento ao tempo, Que pra tudo há tempo, amor e lugar, Pra se fazer o bem, descomprometido e franco, É preciso andar a uma distância dos barrancos, Reparar nos flancos, se já é tempo já, De repor o mundo, a dor, de procriar, De estreitar-se a cama com um só cobertor, Esses cuidados todos que Deus nos delegou. Se fores estéril, que não seja de amor, Pois não fará falta um filho, do que muito restou, Poderão ser teus outros estéreis de pais, É preciso estar atento, no tempo de paz

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