Pegadas na Areia
Portuguese

Pegadas na Areia lyrics

GenreSertanejo
Original languagePortuguese
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Original lyrics

PT
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Uma noite, o mar Abriu-se em temporal E engoliu minha esperança Sem deixar qualquer sinal A Lua Punhal de prata cega No ventre do mundo Desenhava ilusões Em seu silêncio profundo Eu vagava entre espumas Como quem implora calor Enquanto o céu Pendurava lembranças Num varal de tanta dor Vi retratos E cenas da vida No espelho da água escura Tempos de rebeldia e vício Cada passo, um naufrágio Cada instante, um precipício E havia dois rastros na areia Correndo em direção ao fim Um nascia do corpo cansado O outro eram Teus passos Que me buscava em mim Mas, quando o mar mordia as margens E a alma perdia o horizonte-farol Quando a morte acendia suas intrigas Sob o imenso azul-lençol À deriva, debaixo do Sol Atravessei a areia dilacerado Com os Joelhos cobertos de sal Como quem busca uma porta No mais íntimo do vendaval Olhei para trás, com medo E vi apenas um risco no chão Como uma águia Machucada e solitária No contorno da escuridão Então gritei ao vento Por que me deixaste assim Se juraste caminhar comigo Até o fim? E o mar silenciou por dentro Como um templo depois da oração E Tua Voz desceu sobre a noite Mansa como luzeiro além da visão Meu amado filho, quando viste Apenas um rastro no chão Não eram teus pés doloridos – Era Eu te carregando nos braços Consolando teu coração Desde então eu sigo no caminho Mesmo quando o escuro desce Pois quem já descansou em Deus Não se perde, apenas resplandece Nunca mais anda sozinho Reconhece o Meu abraço Até no meio da aflição E continuei a escutar No abismo das águas A mesma Voz Mais profunda que a tormenta Mais intensa que as marés Que movem os oceanos da amplidão Filho da terra e da lágrima Quem te falou em abandono? Eu ando contigo nas tribulações Que rasgam teus dias pela estrada Mesmo quando teus olhos cansados Já não alcançam a madrugada Quando o desespero Erguer seus mares E a dor fechar Teus caminhos Será Minha mão Invisível e eterna A sustentar teu espírito abatido Sobre os abismos mais sombrios Nenhuma noite devora Aquele que atravessa o sofrimento Com os olhos voltados para Mim – Como estrelas que não se apagam Mesmo submersas na solidão Pois sou Eu quem Transforma decepções em asas E faz da tua cruz uma escada de luz Erguida sobre os vazios do mundo Rumo ao céu sem fim Ó Senhor, meu Deus Foi na ausência dos meus passos Que descobri a presença dos Teus Quando a noite feriu minhas rotas E a areia bebeu minhas lágrimas Eras Tu quem me carregava nos braços Com ternura de Pai e amor apaixonado E eu, perdido No mais profundo da tempestade Era conduzido rumo ao lugar Onde o choro se desfaz E a morte se curva diante Da Vida plena Sim, Eu te resgatei Chamei-te pelo nome És precioso Aos Meus olhos És Meu Só Meu E nada arrancará teu ser Das palmas das Minhas mãos

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