Original lyrics
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De João Pinheiro a Uberaba, a maior empolgação
Matrícula na faculdade, o início da missão
Pra celebrar, um iogurte e cerveja gelada
Mal sabia eu que era uma cilada, bem armada
Ó, que agonia, no busão do meio-dia
A barriga anuncia uma tragédia, quem diria
Busão sem banheiro, um calor de rachar
Segura, peão, que a represa vai estourar
Pensei em pedir pro motorista uma parada
Quando eu levantei, perdi toda a segurança
O estrume escorreu, acabando com a esperança
Vazou rasgando, a calça, o banco, o meu valor
E um cheiro de morte inundou o corredor
O povo abriu a janela, reclamando do fedor
E eu com o nariz no vento, fingindo não ser o autor
Quarenta e cinco minutos nesse estado infernal
Na parada, voei pro banheiro, um ato surreal
Cueca foi pro lixo, usei a meia pra limpar
De bermuda e sapato social no pé
Mosquitos na canela, e eu mantendo a minha fé
Ó, que agonia, no busão do meio-dia
A barriga anuncia uma tragédia, quem diria
Não tinha banheiro, um calor de rachar
Segura, peão, que a represa vai estourar
No busão das sete, outra cólica, que aflição
Gritei PARA ESSE ÔNIBUS, com toda emoção
Na beira da estrada, no escuro, ali mesmo eu fiz
E voltei pro meu assento, um pouco mais feliz
Cheguei, pra você o fato eu narrei, buscando compaixão
Mas você só ria da minha humilhação
Fiquei bolado, fui pra casa, que dia sofrido
Essa história virou piada e eu fiquei ferido
Ó, que agonia, no busão do meio-dia
A barriga anuncia uma tragédia, quem diria
Não tinha banheiro, um calor de rachar
Segura, peão, que a represa vai estourar