Liturgia
Portuguese

Liturgia lyrics

GenreMetal
Original languagePortuguese
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Original lyrics

PT
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Há uma fenda no mundo Por onde a podridão se infiltra Entre flores de carne e sangue Seus lábios sorvem a ferida aberta Suas mãos costuram a pele coriácea Usando pinças revestidas de queratina Vacilamos, à beira do abismo Engasgados por luto e impregnados por fúria Emitimos gritos tão desafinados Quanto nossos sonhos Nos restos compostos de ossos e musgo Frondes se proliferam em suas órbitas Líquens escrevem sobre o crânio escuso A liturgia morosa dos mortos Neste ocaso Mais suave que o sono O horizonte Coroa o esquecimento Em sendas quentes e malditas, vi Coisas que nunca mais quero rever Formas estranhas que o delírio, em si Não me permite lembrar sem tremer Deixo ir Meu último suspiro Engolido Pela chaga da morte Matiz da omissão que sela a partida Traga-me o eco até que ele se vá Deixe-o suspirar sua fé destemida Profissão que se dissipa no ar Somos pouco além de conchas vazias Como grãos de areia ou gotas de mar O equilíbrio doce das coisas findas Carne feita de poeira estelar O sangue podre da carnificina O horror ondulante do rio do inferno As trevas que os raios não iluminam Espalham cinzas com um assopro débil Costumávamos amar a nós mesmos Costumávamos amar uns aos outros Mas toda indolência cobra seu preço Todo castigo fomenta o desgosto Santo é o nome do corte que escoa Santo é o nome da noite sem fim O brilho da navalha imorredoura O fluido vital que encobre o marfim Livro-me, agora, de todo perigo Do desenlace da alma e do corpo Das armadilhas de meus inimigos Da sede voraz nos olhos do corvo Você não me machucou Você não me machucou Nada pode me machucar Nada pode me machucar Nada pode me parar agora Nada pode me parar agora

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