O Diabrete do Carrascal
Português

Letra de O Diabrete do Carrascal

GêneroSertanejo
Idioma originalPortuguês
Visualizações1
AaLeitura
Tamanho 18

Letra original

PT
Junto ao burgo de Valdruna Num arvoredo capulento Habitava um diabrete Dado a logro e fingimento Tinha orelhas de morcego Olhos cor de verdelim E um temperamento de ferrão Que prenunciava o ruim Toda tarde se ocultava Sob um teixo ou sabugueiro À espera de algum incauto Lenhador ou caminheiro Cuidado com o diabrete Do fragoso matagal Muita gente foi buscá-lo E foi ceifada pelo Mal Ora surgia qual donzela Ora qual monge beneditino Ora qual cervo dourado Saltitando no vespertino E o sujeito, curioso Sem suspeita do ardil Penetrava mata adentro Por um carreiro sutil Lá o Maligno assobiava Uma ária singular E a pessoa, fascinada Já não pensava em voltar Cuidado com o diabrete Do fragoso matagal Muita gente foi buscá-lo E foi ceifada pelo Mal Dizem velhos pergaminhos Guardados no mosteiro Que ele vive lá até hoje Junto ao bosque traiçoeiro Quando a névoa se adensa Sobre o musgo matinal Ainda ecoa sua gargalhada Pelo vale atemporal E quem segue aquela trilha Por descuido ou devaneio Pode acabar figurando Nalgum obituário de jornaleiro Cuidado com o diabrete Que se esconde no carrascal Quem escuta sua risada Pode ter destino fatal Cuidado com o diabrete Do sombrio arvoredo Pois o bosque guarda nomes Que o tempo deixou em segredo

Mais de Astrikos Katoikos

Astrikos Katoikos →

Letras relacionadas