À Flor da Terra - No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões
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Letra de À Flor da Terra - No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões

Idioma originalPortuguês
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Letra original

PT
Sou eu da Lua de Luanda Cruzei Kalunga grande sob a luz de luvaiá No peito guardei a memória Das luzernas da história Vi Valongo abrir o mar Passei a linha deste plano Em luvemba me deitando à flor da terra mãe Sopra o vento de kaiango É kavungo! Pembelê lembá! Meu malungo traz dendê, meu malungo traz ganzá A negritude no batuque é a bamba Vem meu dengo entrar na roda Resgatar a nossa herança! Tem quitute pra comer, tem cachaça pra tomar É no zungu o refúgio da identidade Resistência nossa marca, ocupar é liberdade! Sou moleque jongueiro Firmo ponto na pedra do sal A paixão carioca, é cultura, é carnaval! Do funk eu faço um baile ritmado no passinho ecoando na ladeira Um rio que corre ao meu lado Carrega a energia de mangueira E mesmo se eu chegar ao topo Tentarão calar a minha voz Mas vou driblando o preconceito Vou na ginga dou meu jeito Sigo o sonho de nkanda Dos racistas sou algoz! Kizombou ierê, kizombou mangueira! Sou caçula dessa gente Verde e rosa é minha bandeira Kizombou axé! Meu orgulho povo preto Eu sou bantu e vim do gueto Cria da estação primeira

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