Soneto de Inverno
Português

Letra de Soneto de Inverno

GêneroPop
Idioma originalPortuguês
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Tamanho 18

Letra original

PT
Nas ruas desta cidade inconstante Desfaço-me entre a neblina gelada Sofrendo a solidão da madrugada Inerte ao desprazer de cada instante Ao meu redor a noite é fascinante Indiferente a essa incontrolada Vida que vou levando pela estrada Num sentir a tudo dessemelhante Prisioneiro do tempo desalmado Num prosseguir incerto, dominado Pela dor que parece não ter fim Intensas recordações vou vivendo E por só vivê-las despercebendo O inverno que cresce dentro de mim

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