Na Invernada do Vento
Português

Letra de Na Invernada do Vento

ÁlbumMilongas da Fronteira
Ano2003
GêneroNativista
Duração4:15
Idioma originalPortuguês
Visualizações1.8K
AaLeitura
Tamanho 18

Letra original

PT
Meu mouro troca pisadas, num escarceio de crinas Atira baba pra cima, troca orelhas meio inquieto Parece que vai por diante, olfateando um pensamento Ou então ele e o vento, conversam o mesmo dialeto Nem bem eu tinha cruzado, a poretira da invernada A gadaria espalhada, entre coxilha e varzedo Um vento soprou cortando, surgindo assim num repente Deixando a alma da gente, mesmo emponchada com medo É sempre pelos agostos Que este vento se alvorota Vem destes lados da grota Cruzando junto à tapera De bom só traz o aroma Das flores das laranjeiras E o assovio das taquareiras Que de longe reverbera É barbicacho nos queixos Pra sustentar o chapéu Quando resolve em escarcéu Topar meu poncho cinzento É grito pra gadaria Esporas juntando o mouro E latidos de cachorro Contra os desmandos do vento Sempre é por esta invernada, que o vento se aquerencia Banha cedo um lindo dia, quando ajeitava a encilha É só apeiar na porteira, onde a invernada começa Que este vento logo empeça, a galopear da coxilha Não sei se sopra por gosto, ou se sopra por maleva Se não for taura não leva, o gado pro paradouro Porque este vento tem ganas, de esparramar os terneiros Ainda bem que sou campeiro, tenho a cuscada e meu mouro É sempre pelos agostos Que este vento se alvorota Vem destes lados da grota Cruzando junto à tapera De bom só traz o aroma Das flores das laranjeiras E o assovio das taquareiras Que de longe reverbera É barbicacho nos queixos Pra sustentar o chapéu Quando resolve em escarcéu Topar meu poncho cinzento É grito pra gadaria Esporas juntando o mouro E latidos de cachorro Contra os desmandos do vento

Mais de Jari Terres

Jari Terres →

Letras relacionadas