Heranças
Português

Letra de Heranças

ÁlbumPoemas de Jaime Caetano Braun
Ano2005
GêneroNativista
Duração2:36
Idioma originalPortuguês
Visualizações2.1K
AaLeitura
Tamanho 18

Letra original

PT
Está chovendo, eu mateio, no meu galpão de espinilho Alargo a mente de xirú andarilho e me perco a rememoriar De adonde veio esta ansiedade xucra de mudar de trilho E essa tendência braba de bandear rio cheio Está chorando a cordeona nos baixos e nas ilheiras E o mate amargo me fala de fronteiras, de lanças De clarins e de choronas, do meu destino de guardião Dessas bandeiras que foram glórias das querências chimarronas Pingo, cordeona e chuva, três heranças que não tem dono Nem sinal, nem marca, nem querência, nem comarca Mas são meus fletes de tropear lembranças Meu pingo está relinchando e se agrandam as retinas Das inquietudes de xirú brasinas Quando se lembra que viveu peleando De parceria com este irmão de crinas Hoje um pretexto pra morrer cantando!

Mais de Joca Martins

Joca Martins →

Letras relacionadas