Soneto Eletrofobia
Português

Letra de Soneto Eletrofobia

Duração0:20
Idioma originalPortuguês
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Letra original

PT
Turbinas são feitas de desejos engarrafados Grandes hélices cruzando sonhos deformados Carne cortada ao meio liberta a alma Redemoinho da palavra fluída Na fabriqueta da contra-máquina tem duas placas Proibido jogar chaves de grifos (e afins) na engrenagem! Proibido gerar lixo no recinto! Não se para o tempo, maquina burra Flua nessa pangeia ilusória Reflua como cosmo que se extingue Para alguns é a cadeira elétrica que julga Indefeso, julgaram-te forte e sábio Criança replicante dentro do relógio injusto O futuro lhe brilha nos olhos com raiva

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