Elegia das Almas (Noah)
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Elegia das Almas (Noah) lyrics

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Meu olhar sem chão Cacos já cansados de ainda sentir o Sol os tocar O luto levou junto a emoção Não mais me sinto de tanto me anestesiar Exausto por levar o peso do vazio no peito que fraqueja os meus passos Farto de encarar o exício que sempre hesita em saciar o meu anseio amargo O que há no espelho já não reflete quem sou Janelas da alma quebradas de tanto chorar pelo espólio que você deixou Dores substituem cores E essas mesmas dores atacam se tento afagar Cada memória de outrora se tornou um martírio Suplício que tento afastar Por não encontrar um motivo de ausência Em meio a presença que me traz mazelas Seria pedir muito um minuto em silêncio Pra esquecer o mórbido lugar que pertenço? Alma inóspita que cultivou anedonia Em um abismo que mais tarde se mostrou elegia E se fez tormento como prova de amor À essa casca vazia Busco um sentido em mar de razões Além do raso, persistem as vozes Me impedem de afogar a minha dor Só queria acalmar toda essa dor que A elegia das almas fere e não há de acudir Projéteis estendem suas pólvoras, não me deixando cair (A morte não virá a mim) Até encontrar uma razão para não mais estar aqui Mas por quê? (Por quê?) Por que quer tanto que eu sobreviva Se há tempos o meu choro não mais me alivia? Se risos ou lágrimas não te trazem à vida A minha dívida é trazer paz pra quem um dia Já amou e odiou, riu e chorou Hoje é um coro que clama vingança Cercado pela agonia de quem jaz ceifado No cartucho: A dor dessas lembranças Que obstruem minhas saídas Fantasmas me racham sem deixar quebrar Tortuosa espera da ferida aberta Florescer sentido e assim, cicatrizar A morte caminha, mas sigo sem razão A morte caminha, me traga a sensação Do fim da elegia, se molde: Adaptação Contra a vontade de quem prolongou o palpitar Do que restou de um coração Não espere na porta Pegue na minha mão Busco um sentido em mar de razões Além do raso, persistem as vozes Me impedem de afogar a minha dor Só queria acalmar toda essa dor que A elegia das almas fere e não há de acudir Projéteis estendem suas pólvoras, não me deixando cair (A morte não virá a mim) Até encontrar uma razão para não mais estar aqui

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