Filosofia da Penumbra (O Grito da Minha Alma)
Portuguese

Filosofia da Penumbra (O Grito da Minha Alma) lyrics

Duration7:56
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Mais um fim de tarde e eu amanheço Vou escrever senão eu esqueço Vou inventar quem sou mais uma vez E vou esquecer outra vez Vivo em algum lugar que sinto que vou estar O tédio é tão lindo e desesperador Ninguém suporta sua própria dor Vou inventar e desinventar Deixa estar, deixa estar Não estar Mundo azul, verde, colorido, ninguém te dar ouvidos Deus não tá na igreja mas sim na natureza Eu não ouço os pássaros nem os rios Eu não ouço o vento nem os bichos Eu não ouço o mar, eu não ouso amar Nem o mar, nem amar Só o desespero, imediatismo Quem sou eu? Quem sou eu? Quem sou eu? Procuro alguém para amar A dor da ilusão O apego a ficção Dói menos que a razão Pergunte todos os dias quem sou eu Porquê eles não vão te lembrar Vão te julgar Manipular Escravizar Uma única estrela em todo anil Duas árvores, meias portas, nenhum fuzil Frases tortas, frases tortas, frases tortas Frases tortas Estou no céu ou no fim? Atrás da igreja? Espero que sim A colheita floresceu A floresta, floresceu As frases continuam tortas E eu só vi o breu Todos tentam chegar a perfeição Preencher vazio sem solução Afinal, o que é a perfeição? Consumir, destruir, ostentar Não ver e não falar? A colheita floresceu A floresta, floresceu As frases continuam tortas E eu só vi o breu Procuro alguém para amar A dor da ilusão O apego a ficção Dói menos que a razão

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