Carlos M. Retorna Ao Bairro Das Abóboras
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Carlos M. Retorna Ao Bairro Das Abóboras lyrics

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Deixa eu usar Máquina do desejar Por apenas um mês Serei bom freguês Dinheiro e mulata Peitos falsos, naturais Loira turbinada Gemidos falsos e reais Depois lhe direi Se a alma é corrompida Não assuma queirei Não ter disciplina As ruas são iguais Outdoors diferentes E os animais Ainda contundentes Eles choram, odeiam, enganam O chão que atravessam, espantam Se sentem injustiçados, vítimas Nas histórias de suas escritas As ruas são iguais Animais diferentes Iguais aos demais Tão inocentes É claro, divorciada Depressiva, arrasada Continua amarga Sem partida, chegada Não esqueço como tratou O bom moço, que ainda sou Minha ilusão devorada Pela monstra maquiada É claro, é novembro Céu cinza, pelo que lembro De certo modo, aconchegante O Sol precisa estar distante Você me dava conselho Quando eu tinha o mesmo medo Você olhava horizonte Com olhar que moveria monte Você usou mesmo cobertor Pra acabar com a mesma dor Passo o bairro Miserável, engraçado Brega, destemido Sem vergonha do seu vício Não ligo mais Pra essas ruas e quintais E ligo menos Para os adultos nojentos Passo a escola Que ensinou a fazer cola Resposta decorada Pra pergunta ensaiada Não há ninguém aqui Ela então sorri Adorável e trágica Ela é casual sobre o final Procuro em vão, lágrima Ela propõe procriar Um destino cujo o ar Pode amanhã, terminar Ela é casual sobre o final Procuro em vão, lágrima Ela propõe dirigir Pela estrada sem fim Até combustível acabar Ela é casual sobre o final Procuro em vão, lágrima Fantasmas conversavam Alguns discordavam Assombravam amor Glória, esplendor Maioria sorria Para aquele que ria Do romântico podre Que vazava enxofre Fantasmas conversavam Gargalhavam Tudo inútil Certeza de confuso

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