A Cor do Medo (Jack "O Estripador" - Shuumatsu no Valkyrie)
Portuguese

A Cor do Medo (Jack "O Estripador" - Shuumatsu no Valkyrie) lyrics

GenreHip Hop Rap
Original languagePortuguese
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Original lyrics

PT
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Boa noite Good evening A arena de hoje tem uma certa Patina Londres Meu palco, minha tela, minha obra-prima, minha sina Os deuses me olham com nojo, a humanidade, com pavor Eles veem um monstro, um assassino Eu? Eu vejo um artista, um curador de cor Eu nasci num mundo cinza, de fome Fuligem e prece não respondida Mas meu olho direito Ah, meu olho via a única beleza escondida Via a cor da alma da minha mãe Um dourado cálido, um brilho de amor Um brilho que só surgia quando eu trazia pra ela um novo favor Um livro, uma peça, um poema O amor dela era uma transação E no dia que eu vi a verdade, a cor dela mudou Se tornou a cor da decepção Naquele momento, naquela viela Eu entendi a grande piada, o grande esquema O amor é o mais belo dos embustes E eu, o protagonista desse poema Então eu a estrangulei E vi a cor mais linda que já tinha visto O dourado falso se partiu e deu lugar a um Carmesim nunca antes descrito O medo O desespero puro Ah, what a beautiful colour Então, por favor, me mostre a sua cor Deixe-me pintar a minha tela Qualquer coisa em minha mão se torna um pincel divino Uma faca, uma fivela O meu Völund com a senhorita Hlökk Não é uma arma, é a minha empatia Eu a fiz sentir o medo mais puro E nesse pavor, criamos nossa sinfonia E agora, Hércules, Deus da fortaleza Com sua justiça sem nenhuma fissura Eu quero ver a cor da sua alma Quero ver a beleza na sua bravura Deixe-me ensinar a você, nobre Deus Sobre o verdadeiro amor que a humanidade sente O amor pelo desespero A lesson in despair, my dear, seja um bom ouvinte Ele luta pela justiça Que adorável Um conceito tão, imaculado Ele vê a humanidade como algo a ser salvo Eu a vejo como um vitral quebrado Cada peça, uma mentira Cada cor, uma dor E eu sou o único que aprecia a arte Ele usa a força bruta, os Doze Trabalhos Que estúpida falta de requinte, de parte a parte Eu uso a cidade Cada prédio, cada fio Cada pedra é uma armadilha, um verso Ele avança, com seu amor inabalável A cor da alma dele é um universo Dourado Puro Insuportavelmente brilhante Uma cor que eu não via desde, her Uma cor que eu preciso macular Uma cor que eu preciso fazer sofrer Ele me golpeia, eu sorrio Ele sangra, eu me curvo It's all part of the play Ele não entende que essa luta não é sobre força É sobre a alma que se esvai Com meu sangue divino, eu crio a minha obra-prima final, o meu ardil Dear God Um toque de ironia Uma oração que o diabo proferiu Ele cai, e mesmo na queda, a cor, não muda O dourado do amor dele pela humanidade Não se abala, não se iluda Ele me abraça Me abraça Um Deus moribundo abraçando a escória E me diz, que ainda ama a todos nós Que fim patético para essa história Ou, seria o clímax? A cor dele, no último instante Misturada ao medo da morte, ao desespero Se tornou algo, fascinante Uma nova cor Uma que eu nunca vi O amor que aceita a dor Hércules, você Você era a mais bela de todas as cores A plateia vaia Os deuses choram A humanidade celebra uma vitória suja E eu? Eu apenas aprecio a minha arte A beleza que da tragédia surja Foi uma bela luta, um belo chá Uma bela canção de ninar London bridge is falling down, my fair lady Agora, se me dão licença Preciso limpar minhas luvas A próxima peça irá começar

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