Nó Por Nó (Qifrey - Tongari Bōshi No Atorie)
Portuguese

Nó Por Nó (Qifrey - Tongari Bōshi No Atorie) lyrics

GenreHip Hop Rap
Original languagePortuguese
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Original lyrics

PT
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Nó, por nó, o linho desce O que o espelho esconde, a Lua esquece Tira a fita Enxerga o abismo O atelier dorme, mas o breu me vigia Dedos frios traçam o que a tinta não devia Linha por linha, a geometria do engano Removo o pano branco que me faz parecer humano Olha pro espelho trincado, encara o corte O conselho dita a lei, mas eu desenho a sua morte Eles limpam o topo do mundo, dizem que a magia é pura Pu-pu-pura Pura mentira costurada na minha própria carne escura Eu sinto o toque da pálpebra morta onde o olho existia E o gosto de ferro do ódio que nenhum feitiço alivia Passo por passo na sala vazia A caneta e a espada na mão resfria Eu digo pras crianças que a arte é pra salvar Minha voz soa doce, mas o peito quer queimar Eu sou o mestre que protege ou o monstro que vai usar? No meu ponto cego, eu vejo o mundo arder! Círculo negro feito pra te prender! Mestre da luz de dia, carrasco no fim da linha Apagaram minha memória, mas não a minha fúria! No meu ponto cego (ponto cego), não bate um coração O círculo que ensina a voar é o mesmo que te leva pro chão! No quarto ao lado, ela deita, dorme, inocente A faísca perfeita guiada por um tutor doente Eu sou o escudo que acolhe ou o anzol que joga a isca? Se o pacto restritivo proíbe, a minha caneta risca! Sente o cheiro de fumaça? Cinza no meu paladar Aquela noite em que a infância desaprendeu a chorar Cadê meu olho direito? Quem foi que veio roubar? Os bruxos de abas se escondem onde eu não posso olhar! Conselho maldito, finge que não vê Se o mundo é um rascunho torto, eu vou refazer! Pálpebra fechada Linha violada Magia trancada? Pra mim não vale nada Mordo o próprio lábio, sinto o sangue escorrer quente Eu não sou um sábio, eu sou o dente da serpente! Rasga o pergaminho, quebra a estrutura! Se a justiça é cega, eu desenho a tortura! Vou achar cada capa preta, cada bruxo que me despiu! Vou usar a menina, os glifos, o mundo que desabou e caiu! Não há simetria no ódio, o círculo fecha no pescoço! Vou triturar as regras desse mundo até que só reste o osso! Eles vão me devolver o que é meu! Nó por nó, o linho sobe O monstro recua, o mestre devolve Ajusta o óculos redondo Esconde o passado Bom dia, coco, o Sol já nasceu, pronta para a aula de hoje?

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