Subúrbios
Portuguese

Subúrbios lyrics

AlbumServiço Público
Year2006
GenreHip Hop Rap
Duration4:54
Original languagePortuguese
Views57.2K
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Text size 18

Original lyrics

PT
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Subúrbios Onde a realidade é sinistra e não dá abébias 5 da matina Já todos caminham pró mesmo enrredo Porque nos subúrbios O Sol levanta-se sempre mais cedo É um povo escravizado nesta sociedade de extremos Trabalham 2 vezes mais e ganham 2 vezes menos Sentes o cheiro intenso que esses homens trazem no sovaco Porque não há desodorizante que abafe o suor do Trabalho escravo Manos encharcam na bebida todo o espírito frustrado Por cada garrafa que acaba É uma esposa c'o olho inchado Ainda acreditas que o futuro será diferente do passado Aqui não dá para dormir Quanto mais para sonhar, és parvo Aqui o Diabo choca e actua Ás vezes para veres o Inferno Basta abrires a porta da rua Negros dos subúrbios são sempre vistos como gente a mais Prás discotecas africanas eles são pretos demais São 22 horas ainda há gente no trabalho Porque para os suburbanos a Lua levanta-se sempre mais tarde Onde a tua mãe aos 14 engravidou Onde o teu pai semeou e não ficou Onde a pobreza penetrou e se instalou Subúrbios, onde Deus nunca passou Onde a polícia espancou e assassinou Onde o meu povo lacrimou e ripostou Onde o meu flow escureceu e congelou Subúrbios onde Deus nunca passou Manos em desespero gritam Que se foda o desemprego Há sempre trabalho nas esquinas do ghetto E vendem doses duras a pobres coitados à deriva Que armam-se em heróis E pensam que podem foder com heroína Vês milhares deles por aí com uma seringa no braço A investirem a vida num suicídio de médio prazo Um momento de silêncio por todos os manos que a heroína levou Chicas querem sempre algo em troca para poder abrir as pernas Mas a única cena que manos têm para oferecer é esperma São racionais mas raramente racionalizam Acham que a cona é quente demais para usarem camisa Aqui tens de ter cuidado com as pachachas que tens à mercê Tu podes entrar cheio de fé e sair com HIV, ouviste? Esses dreads entram em qualquer racha que se abre Por isso aqui nada cresce A não ser a taxa de natalidade E dos putos que nascem há uns nem têm a cara do pai (é fodido) Têm a cara do melhor amigo do pai Subúrbios Onde a tua mãe aos 14 engravidou Onde o teu pai semeou e não ficou Onde a pobreza penetrou e se instalou Subúrbios, onde Deus nunca passou Onde a polícia espancou e assassinou Onde o meu povo lacrimou e ripostou Onde o meu flow escureceu e congelou Subúrbios onde Deus nunca passou Manos saem de cana Mas cá fora não há chance pra gente cadastrada Então vão e voltam como se a prisão fosse uma segunda casa Aqui mães sofrem Porque mães sabem que a cada 2 filhos que fazem 1 é para as ruas adoptarem Na rua não há futuro Não há amor Não há fé Esses putos roubam para comer, bro E comem bué Sempre que há drama só contigo é que podes contar Porque 112 aqui pode ser o número do azar Bófias vêm prós subúrbios com arrogância e prepotência Por isso é que forças de segurança Aqui só trazem insegurança Vêm numa de roubar pretos com armas e cacetetes Há mais skinheads na PSP que no PNR Mas hoje está tudo mudado, não é só levar e cair Manos também tão armados Porque tão cansados de fugir Enrrolam com bué artilharia Prontos para quando o beef estala Bófias têm 7 vidas niggas têm 8 balas Onde a tua mãe aos 14 engravidou Onde o teu pai semeou e não ficou Onde a pobreza penetrou e se instalou Subúrbios, onde Deus nunca passou Onde a polícia espancou e assassinou Onde o meu povo lacrimou e ripostou Onde o meu flow escureceu e congelou Subúrbios onde Deus nunca passou O people da linha de Sintra vai sentir este som Tropas da Margem Sul vão sentir este som Todos os manos que tão de cana vão sentir este som Em Odivelas Santo António vão sentir este som Em Talaíde, Carcavelos vão sentir este som Manos de Quarteira e Gaia vão sentir este som Até nos subúrbios de Braga vão sentir este som A rádio é muito patakeira pra passar esse som Subúrbios Subúrbios Subúrbios Bófias têm 7 vidas, niggas têm 8 balas

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