Original lyrics
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Eu não te procurei, eu estava no escuro
Amando minhas correntes, erguendo o meu muro
Um cadáver não clama, um morto não sente
Eu era escravo de uma mente doente
Mas antes que o mundo tivesse um lugar
O teu decreto eterno já veio me buscar
Não foi meu sim, foi o teu vem para fora
O Lázaro que habita em mim despertou agora
Eleição sem mérito, graça sem preço
Onde eu sou o nada e ele é o começo
É uma conversão real, não um retoque moral
É a vida do céu vencendo o meu mal
O velho homem morreu, ficou lá no chão
Deus trocou a pedra pelo coração
Fui escolhido pra ser santo, não pra ser feliz
A marca da cruz é a minha cicatriz
Nascer de novo é morrer pra quem eu sou
O rei me buscou e o seu sangue me lavou
Arrependimento não é só chorar pelo erro
É odiar o que eu amava, é o meu próprio enterro
A prova do novo nascimento é a perseverança
Não uma emoção, mas uma firme confiança
O mundo oferece um Cristo que não confronta
Mas o Cristo da bíblia é quem paga a conta
E exige a vida, o trono, o altar
Nasci pra te obedecer e não pra te usar
Escuta o que eu digo, para de olhar pro espelho
Teu bom comportamento não passa de um conselho velho
Achas que tens algo pra oferecer ao trono?
Um mendigo espiritual, um escravo sem dono
Tua justiça é trapo, é poeira, é vaidade
Diante do brilho da sua pura santidade
Ah, eu aceitei: Ah, eu escolhi
Cego, orgulhoso, você tava imóvel ali
O decreto do alto restaura seu povo
Ninguém decide por conta própria nascer de novo
Se fosse pelo mérito, o céu tava vazio
Nossa bondade é um barco num mar de desafio
Foi ele quem quis, foi ele quem fez
Não vire refém de sua insensatez
Salvação não é venda, não é barganha, é doação
É o veredito de vida pra quem merece a condenação
Morra pro teu ego, pro teu eu que se acha justo
A graça é de graça pra ti, mas teve um alto custo
Ele me amou primeiro
Incondicional, soberano
O espírito sopra onde quer
Você confia na ciência, mas ela não cura a alma
Sua filosofia é um ruído que nunca traz a calma
Diz que o acaso criou o que o verbo projetou
Sua fé cega no homem é o que te aprisionou
Acho que a razão é a luz, mas ela é o seu túmulo
Negar o criador é o ápice do seu cúmulo
De que adianta o seu saber, o seu dado, o seu brilho
Se você ainda é um órfão que não conhece o filho?
Olha pro cosmos, pro átomo, pra imensidão
A criação grita a glória, sem pausa ou omissão
Cada estrela é um verso, cada fôlego é um sinal
Do design soberano, do decreto eternal
O mar obedece ao limite que a mão d'ele traçou
Enquanto o homem se perde no que Deus já explicou
Não há desculpa pro cego que não quer enxergar
Pois até o silêncio do universo veio o adorar
Não é a lógica, é a regeneração
Deus escreve a lei no seu coração
Foi só uma prece? A alma mudou?
O morto desesperou? Ou você se enganou?
É uma conversão real, não um retoque moral
É a vida do céu vencendo o meu mal
O velho homem morreu, ficou lá no chão
Deus trocou a pedra pelo coração
Fui escolhido pra ser santo, assim sou feliz
A marca da cruz é a minha cicatriz
Nascer de novo é morrer pra quem eu sou
O rei me buscou e o seu sangue me lavou
É uma conversão real, não um retoque moral
É a vida do céu vencendo o meu mal
O velho homem morreu, ficou lá no chão
Deus trocou a pedra pelo coração
Fui escolhido pra ser santo, assim sou feliz
A marca da cruz é a minha cicatriz
Nascer de novo é morrer pra quem eu sou
O rei me buscou e o seu sangue me lavou