Canção contrária à vida sob a ótica de John
Portuguese

Canção contrária à vida sob a ótica de John lyrics

AlbumAmbos os lados da mesma vida
Year2026
GenreAlternative Rock
Original languagePortuguese
Views2
AaReading settings
Text size 18

Original lyrics

PT
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E assim me querem entre o sim e não mais canalha Cumprindo com rigor esse fajuto e falso pesar Por hora, esquecem que o que sangra aqui é só mortalha Jamais um passe livre que autoriza alguém entrar E a vida se vende em começo, meio e fim Mas te entrega apenas a desgraça e o impossível Era mesmo necessário que eu ficasse visível Justamente quando eu nem morava mais em mim? As coisas passam por nós, e esta passou por cima E enquanto isso passava eu me senti mais só Me diz se estava aqui ou se tua obra-prima Foi mentir que era luz no abismo ao meu redor Olhar pra dentro e se sentir desinteressado É como estar perdido e nu, sem reagir Ver parte dos seus planos um por um rasgados Enquanto o caos de bolso teve de extinguir As emoções não seguem direção Se dobram, dançam, fogem da razão Voltam em espiral pra mostrar Que cura exige fé e então vou reclinar Porque cura é recomeço e nem sempre vale Tentar um outro ciclo e planejar também Se a dor que é sua é sua e dos outros cabe No mesmo espaço onde não habita alguém Aprendi quem são os meus e acho uma pena Deixá-los juntos aos outros e trancar a porta Mas é que neles vive o meu maior dilema De aceitar que ninguém de verdade se importa É estranho explicar que até quem era bom Num arroubo impensado foi um idiota Ao pensar que podia ler minha melhor nota Com o talento frouxo de um abiã sem dom E o que fazer quando tudo ruir? Como assim vocês sabem ao certo Viver é recomeçar sem querer E só que não quero quem não sinto perto Porque até quem foi necessário Precisou figurar entre os que eu não escuto Achou de bom tom me exigir viver o luto Cobrar que foi negado como fosse um relicário Ao perder de vez essa versão de mim Eu também perdi o amor que sempre foi meu guia Por isso, não me peça nessa galhardia Seguir com este pedaço que restou em mim Não esperem que eu vá compartilhar Eu mal abri a porta e enxerguei só vazio Mesmo sem afluente, eu consegui ser rio Mas isso é tudo, eu sequei, nunca vou ser mar Porque mar é recomeço e por isso transborda É margem e é tempestade num dia sombrio Mas se quem me navega me tirou o brio O que fazer com tanto nó na mesma corda? Aprendi quem são os meus e acho um desperdício Deixá-los juntos a quem me soa sempre igual Mas é que eles me querem como reinício Sem nunca perceber que não saí do final

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